Verdadeiro ou Falso?
É óbvio que esta afirmação é verdadeira. Todo o dito popular tem razão de existir. Ele é formado com base em experiências e situações vividas por muitos a ponto de se tornarem popular. Como tantos outros ditos, são frutos de vivencia real e incontestáveis.
Porém, precisamos entender:
Como foram formados? Quais experiências basearam o dito popular? Que vivências repetidas consolidaram estas verdades?
Especificamente este diz que: O dono é o maior interessado e que somente ele iria desempenhar tudo o que estiver a seu alcance para que seus interesses sejam cuidados.
Em contraponto, qualquer outro, diferente do dono, não iria desempenhar tudo o que fosse necessário. Pior, poderia não fazer o básico a ponto de descuidar dos interesses. Pior ainda, poderia fazer exatamente o contrário aos interesses.
Olhando então desta forma, sem dúvida que a afirmação é verdadeira.
Pensando assim, infelizmente é que muitos empresários cometem os maiores erros de gerenciamento, chegando a fazerem descuidos ou aplicarem ações extremamente contrárias a seus proprios interesses.
Pois, por aplicarem o dito popular ao extremo, por acreditarem que somente eles iriam saber o que fazer para o negócio funcionar a contento, por confiarem no dito popular e desconfiarem de outros em seus lugares, assumem funções as quais não são ou não foram preparados.
O dito popular confessa as várias experiências que lhe deram origem, as contratação de “auxiliares” não preparados ou errados para o desempenho das funções. Delata e confirma a falha do dono em contratar pessoas inexperientes, incapazes ou erradas para lhe auxiliarem.
Sempre se procura um culpado pelas falhas. O governo, os clientes, os fornecedores, o dolar, o mercado, os produtos, a falta de recurso. Estes são os maiores culpados pelas falhas. O dono nunca é o culpado. No máximo, teve falta de sorte.
O dito popular é verdadeiro, mas a aplicação dele, a interpretação é que na maioria das vezes, é falsa.
Como o maior interessado, o dono deveria procurar o melhor para desempenhar as funções do negócio.
Geralmente um negócio se resume em: Comprar por um preço e vender por outro maior. Produzir por um custo e vender por um valor maior. Porém, para comprar e para vender, esta intrinsico: Como comprar? Como Vender? Como Pagar? Como Receber? Como Controlar? Como Planejar? Como Divulgar? E então, uma vez iniciado o negócio, o dono passa a executar todas estas funções só, muitas vezes de maneira até teimosa, e quando auxiliado, é feito da maneira mais “em conta possível”, pois “não tem mistério”.
Quando o negócio é pequeno, pode até dar certo. Mas, quando começa a crescer e cresce mais que a capacidade do dono, os problemas começam a aparecer. “Os culpados” começam a se “mostrar”.
Sem dúvida que o dito popular é verdadeiro. Mas irá depender “do olho do dono”. Ele precisa enxergar como deve “olhar”. Ele precisa saber como utilizar os recursos que estariam disponíveis para ele. Ele precisa desempenhar todas as “funções de dono” e não “executar todas as funções”. O dono não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo e não necessariamente tem capacidade de execução de todas as funções, intelectualmente e muito menos fisicamente. |